
Ela está nas paredes da sua casa, nos seus CDs, livros, revistas, no outdoor da rua, nos programas que você ouve no rádio e assiste na televisão, nos sites que você acessa na internet e até nos seus sonhos. E, se você quer saber, ela está aqui também, agora, neste blog, fazendo bunda-lelê para você.
A maldita cultura pop invadiu a civilização globalizada e grudou como chiclete nos nossos ouvidos, olhos, mentes e corações. Escravizou a elite, os intelectuais, os alternativos e os atirou na mesma vala em que estavam os torcedores do Corinthians, os frequentadores de baile funk e os devotos de Nossa Senhora Aparecida.
Ok, não podemos ser tão duros com ela. Afinal, a maldita cultura pop nos proporciona entretenimento barato, atraente e de fácil compreensão. Por isso, é preciso reconhecer que ela é bastante útil quando torna a nossa miserável existência mais amena. Até aí tudo bem, mas nossa vida não pode se resumir a isso. Merecemos mais do que um punhado de ideias pasteurizadas. É ou não é?
Mas é preciso que se diga: ao contrário do que pode parecer, o propósito deste blog não é panfletar contra amaldita cultura pop. Não somos tão ingênuos a ponto nos transformar numa espécie de militante anti-pop. Isso seria ridículo. Mas não abrimos mão de entender essa praga que engoliu a nossa cultura e a vomitou de volta em nossa cara.
A maldita cultura pop levou a nossa alma, devorou a nossa personalidade e envenenou nossos pensamentos. E mesmo depois de tudo isso, ainda dedicamos nossas orações a ela todas as noites.
É por isso que eu repito: maldita seja a cultura pop! Maldita seja!
